quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Ano Litúrgico.II


Como nasceu o Ano Litúrgico

Com o Primeiro Domingo do Advento, tem início para nós um novo ano litúrgico. O Salmo 65, no seu versículo 12, que tomamos como título deste texto, ilustra bem como Deus, na sua graça, passa entre nós no círculo do ano litúrgico, coroando-o e coroando-nos com sua bênção nas diversas celebrações que nos colocam em contato com o mistério pascal de Cristo. Sendo assim, podemos em primeiro lugar compreender que “...o ano litúrgico não é uma ideia, mas uma pessoa, Jesus Cristo e o seu mistério realizado no tempo e que hoje a Igreja celebra sacramentalmente como ‘memória’, ‘presença’, ‘profecia’.”

O homem primitivo, mais do que o moderno, estava atento aos diversos ritmos do ano e, antes que Deus se revelasse na história, pela luz natural da razão, o homem percebia algo de divino nesses diversos ritmos do tempo. Assim, aos poucos, o homem foi sacralizando as diversas “passagens” de Deus durante o ano, no ritmo cíclico das estações.

Presença de Deus na história

Quando Deus se revela a Israel, esse ritmo não é rompido, mas é compreendido à luz da sua fé. Assim, o povo de Israel tinha também um ritmo cíclico de celebrações litúrgicas que se repetiam cada ano, tornando presente de forma cúltica as diversas passagens de Deus pela sua história. Contudo, Israel entendeu que essa repetição, apesar de ser cíclica, não era fechada e morta em si, mas aberta a futuras e novas intervenções de Deus na história. Israel entendeu também que essas repetições tornavam presente de forma misteriosa aqueles fatos que poderiam simplesmente ter ficado no passado. Os cristãos herdaram do povo judeu a celebrar de forma memorial as intervenções de Deus na história.

Páscoa de Cristo

O culto da Igreja surgiu para celebrar a Páscoa de Cristo. Os primeiros cristãos não possuíam um “ano litúrgico” propriamente dito. A vida dos primeiros cristãos tinha como centro a Páscoa, celebrada semanalmente no “domingo” e também anualmente no “Grande Domingo”. Depois outras celebrações vão sendo assimiladas e o mistério pascal de Cristo passa a ser celebrado não somente de forma “concentrada” na Páscoa, mas em cada uma de suas facetas (sem deixar de estar inteiro em cada uma delas) no decorrer do ano.

Mistério pascal de Cristo

A razão para que se constituísse pouco a pouco o ano litúrgico como nós o conhecemos foi pedagógica e teológica: pedagógica, porque não podemos apreender todas as dimensões do mistério pascal de Cristo em uma única celebração; teológica, porque na verdade o mistério pascal de Cristo é amplo (vai da criação à Parusia), e cada uma das suas etapas se reveste de singular importância, ainda que esteja em relação ao todo.

Assim, aos poucos, vão surgindo os chamados “tempos litúrgicos” e as “festas”: a Páscoa logo se desenvolve num Tríduo e depois passa a se desdobrar em 50 dias (o santo Pentecostes); para preparar melhor a iniciação cristã que era realizada na Páscoa e também os penitentes que eram reconciliados na quinta-feira santa surgiu a Quaresma; surgem, também, as celebrações dos mártires, aqueles que tornaram viva a Páscoa de Cristo no seu testemunho; o culto da Virgem Maria; o Natal (sobretudo a partir do século 4 para combater a festa pagã do chamado “sol invicto”, mostrando que Jesus é o verdadeiro “Sol” que nasceu do alto); o Advento, para preparar o Natal, e também chamado “Tempo Comum” ou “Tempo Durante o Ano”.

Ano litúrgico

Assim se formou o ano litúrgico como temos hoje: iniciamos no Advento (marcado pela cor roxa), passamos depois ao Natal e a Epifania (dourado ou branco – sentido festivo), seguimos pelo Tempo Comum (Cor verde) até a Quaresma (roxo – sinal de penitência), depois desta última entramos no Grande Período Pascal (dourado ou branco – sentido festivo), que termina com a Solenidade de Pentecostes (vermelho – Espírito Santo), e depois voltamos ao Tempo Comum, que dura até a Festa de Cristo Rei, que coroa todo o ano litúrgico. As festas dos mártires, dos santos e da Virgem Maria são celebradas no decorrer de todo o ano litúrgico. Em cada um destes “mistérios” é, na verdade, o único Mistério Pascal de Cristo que está sendo celebrado.

Ciclo trienal

Depois do Concílio Vaticano II, os Lecionários utilizados para a celebração da Santa Missa foram constituídos levando-se em conta o desejo do Concílio de que os “tesouros da Palavra de Deus” fossem mais amplamente distribuídos aos fiéis (cf. SC2 51). Com isso, temos no domingo um ciclo trienal de leituras, que são os anos A, B e C. Cada um desses anos é marcado pela leitura mais assídua de um dos três evangelhos sinóticos: no Ano A, Mateus; no Ano B, que agora iniciamos, Marcos; no Ano C, Lucas. O Evangelho de João perpassa todos os três ciclos e é lido, particularmente, no Tempo Pascal. Assim no giro do ano, percorrendo esse ciclo trienal, temos a chance de ter um contato abundante e fecundo com quase todos os textos da Sagrada Escritura.

Vida cristã

A vida cristã deve ter como base o ano litúrgico. Como a liturgia deve ser o centro da nossa existência, e ela é celebrada dentro dos ritmos próprios do ano litúrgico, assim as nossas devoções e a nossa própria espiritualidade como um todo devem se alimentar desse mesmo ritmo, de forma que a nossa vida se nutra do único e mesmo “sopro de Pentecostes”, que desce sobre nós na liturgia e nos acompanha no cotidiano de nossas vidas. Isso nos fará viver a liturgia não somente na assembleia, mas nos fará viver a liturgia cotidianamente. Assim a “obra de Deus” se realizará plenamente em nós, porque é Ele quem nos transforma pela celebração dos seus mistérios.

Fonte: http://arqrio.org/formacao/detalhes/615/ano-liturgico

Ano Litúrgico.I


 

Como nasceu o Ano Litúrgico...

          Ano Litúrgico é o complexo das celebrações através das quais são refletidos, orados e celebrados todos os mistérios cristãos. Nele se considera um Deus prometido que é esperado, esse mesmo Deus feito homem e que depois morre numa cruz e ressuscita, assim como ensinamentos e exemplos que nos deixou: caridade, perdão, oração.
          O Ano Litúrgico segue uma ordem lógica: encarnação, nascimento de Jesus, seu ministério, paixão, morte, ressurreição etc. Por meio dele se reflete a ação da Santíssima Trindade na vida dos homens. Mas há ainda espaço para que se celebre a colaboração dada ao plano de Deus por parte de tantas criaturas: Maria, José, João Batista, os apóstolos. Trata-se de uma caminhada catequética, teológica, espiritual, tendo em vista a parusia ou a liturgia na vida eterna: (Apoc 21-22).
          É interessante que se considere, embora brevemente, a formação do Ano Litúrgico e seu estado atual.
 
 Formação do Ano Litúrgico
 
          A formação foi lenta, mas contínua. O ponto de partida foi a Páscoa que era celebrada todos os domingos, isto é, o "primeiro dia da semana": (At 20,7ss.). Uma vez fixada sua data pascal para celebrá-la com mais solenidade, automaticamente foram surgindo os dias das festas a ela relacionadas: Ascensão (40 dias após a ressurreição . At 1,5); Pentecostes (50 dias depois da comemoração pascal - Lev 23, 15-16; At 2, 1ss.). Do mesmo modo foram escolhidos os dias para Ramos, Última Ceia, Paixão e Morte de  Jesus. A Quaresma surgiu para dar oportunidade aos catecúmenos de melhor se prepararem para o batismo, na Páscoa.
          Mas existem outros mistérios difíceis de ser precisados no calendário, ligados à vida do Senhor. Por exemplo: a comunidade cristã estava interessada em celebrar o nascimento de Jesus, e os evangelistas não disseram uma palavra a respeito do dia e do ano. Tinham consciência de que não escreviam a biografia do Mestre; então, mais que dados cronológicos, se interessaram pelo mistério do Deus-conosco. Circunstâncias históricas levaram a escolher o dia 25 de dezembro como a data natalícia de Jesus. Na ocasião, os romanos celebravam o solstício do inverno. Para eles, aquela noite começava a ser menos longa. Era a vitória da luz sobre as trevas.     Havia, então, uma festa pagã de Natalis invicti, isto é, do deus-menino-sol que nascia e crescia para impor o domínio da luz. O significado se prestava para a mensagem do Natal: Jesus, o sol da justiça (Mal 4,2 ou 3,20), Jesus, a luz do mundo: Jo 8, 12. Deste modo, a festa pagã foi cristianizada e se passou a celebrar o nascimento do Senhor no dia 25 de dezembro.
          As primeiras notícias que temos dessa celebração estão no Cronógrafo de 354.
Como conseqüência lógica, é escolhido o dia 25 de março para a Anunciação de Nossa Senhora (Lc 1,26ss.) e outros dias, perto do Natal, para celebrações como: a Maternidade de Maria no primeiro dia do ano, Magos (Mt 2,1ss.) no dia 6 de janeiro, Sagrada Família.
          Mais ou menos da mesma maneira foram sendo escolhidos dias especiais para se comemorar São José, São João Batista e outros Santos.
          Assim foi se formando o atual Ano Litúrgico.
 
 Ano Litúrgico, hoje...
 
 
          A natureza repete anualmente as quatro estações e, repetindo, parece renovar-se. É uma caminhada cíclica onde se sente a retomada de forças e de energias. Por meio destas estações se penetra mais no mistério da vida e de suas manifestações. A vida se repete anualmente, mas não de maneira idêntica: ela traz sempre algo novo. É como repassar num mesmo lugar, porém num plano mais elevado e sempre a caminho do infinito.
          Assim acontece com o Ano Litúrgico. Ele volta sempre ao ponto de partida. Anualmente é apresentado o mesmo mistério; por exemplo, o Natal. Só que cada vez ele é iluminado diferentemente pelos diversos evangelistas: Ano A = Mateus; Ano B = Marcos; Ano C = Lucas. João preenche determinados espaços vazios deixados pelos Sinóticos. Exemplo: só o IV Evangelho fala do Lava-pés, passagem proclamada na Quinta-feira Santa: Jo 13, 1ss.).
          Além disso, o cristão que hoje medita deverá estar mais enriquecido do que quando o fez no ano anterior, pois a Palavra de Deus não deixa de produzir o seu fruto: (Is 55, 10-11). Com isto, de celebração em celebração, de ano em ano, se encaminha para a concretização, no encontro com Cristo, para a liturgia sem fim: (Apoc 21-22).
          O desenho, a seguir, pode ilustrar o que se está dizendo. Como não poderia deixar de ser, o Ano Litúrgico começa com o Advento, que é a preparação para o Natal, e termina com a solenidade de Cristo Rei. A partir daí, começa um outro Ano Litúrgico, então iluminado por um outro evangelista. 
                         
          Advento são as quatro semanas que antecedem o Natal e prepara os corações para melhor penetrar seus mistérios. A seguir vem o Natal e festas a ele relacionadas: Sagrada Família, Maternidade de Maria, Magos.
          A Semana Santa é precedida pela Quaresma. São cinco semanas preparatórias para as grandes celebrações do cristianismo: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Começa na Quarta-feira de Cinzas. Na Semana Santa, além de Ramos, se celebram a Última Ceia, a Morte do Senhor e a Ressurreição.
          Após a Ressurreição, seguem seis semanas nas quais se rememora a vitória da vida sobre a morte, o triunfo de Cristo, o triunfo da humanidade. Na Quinta-feira após o 6º Domingo de Páscoa é a 5º solenidade da Ascensão. No Brasil, por não ser feriado, a Ascensão é celebrada no domingo seguinte, que seria o 7º de Páscoa. Também as solenidades de Pentecostes e Santíssima Trindade ocupam domingos de Tempo Comum, sendo que com a primeira festa se encerra o ciclo pascal.
          As restantes 34 semanas do ano constituem o Tempo Comum. Ele está entre o ciclo natalino e a Quaresma, assim como entre o ciclo pascal e o Advento posterior. Estas duas partes, a saber, a que intermedeia o ciclo natalino e a Quaresma, e a que intermedeia o ciclo pascal e o Advento posterior, variam de tamanho, de ano para ano, conforme a Páscoa, que é festa móvel, isto é, que não tem data fixa, está mais próxima ou mais distante do Natal. Exemplo:
          1991 - Páscoa: dia 31 de março;
          1992 - Páscoa: dia 19 de abril.
          Com isso, em 1991, entre o ciclo natalino e a Quaresma foram colocados cinco domingos do Tempo Comum. Entre o ciclo pascal e o Advento, os restantes 29 domingos. O mesmo não se dá em 1992, pois a Páscoa está mais perto do Natal do mesmo ano. Portanto, sobrará mais espaço entre o ciclo do Natal e a Quaresma. Justamente por esta razão, entre ambos foram colocados oito domingos do Tempo Comum. Os restantes 26 ficaram entre o ciclo pascal e o Advento.
          Nessas alturas é de se recordar que o 1º Domingo do Tempo Comum é substituído pela celebração do Batismo de Jesus, assim como o 34º é pela solenidade de Cristo Rei. Durante o Tempo Comum acontecem solenidades como Santíssima Trindade, Corpo de Deus.
          A evolução do Ano Litúrgico pode ser ilustrada pelo seguinte gráfico:
                        
          a) início do Advento e do Ano Litúrgico que não coincide com o ano civil. Durante   quatro semanas (Advento) a Igreja se prepara para o mistério natalício do Senhor. Tem início o ciclo natalino.
          b) Natal. Até a solenidade do Batismo do Senhor, a liturgia respira o ambiente da gruta de Belém, mesmo nas celebrações da maternidade de Maria, Sagrada Família, Epifania.
          c) Batismo do Senhor. Com esta celebração se encerra o ciclo natalino. A partir daí, tem início o Tempo Comum.
          d) Tempo Comum. O espaço entre o Batismo do Senhor e a Quaresma é preenchido por um determinado número de domingos. A quantidade varia conforme a localização da Páscoa no ano em curso, como se falou acima. É a primeira parte do Tempo Comum.
          e) Com a Quarta-feira de Cinzas começa a Quaresma. São cinco semanas que culminam na Semana Santa.
          f) Páscoa. A ela segue uma série de sete domingos, chamados domingos de Páscoa.
          g) Pentecostes. Termina o ciclo pascal que começou com a Quaresma.
          h) Tempo Comum. Continua a partir da interrupção acontecida por ocasião da Quaresma, como se vê na letra d.
          i) Festa de Cristo Rei. Último domingo do Ano Litúrgico. Seria o 34º Domingo do    Tempo Comum. Depois desta solenidade começa um outro Ano Litúrgico, começa o Advento.
          Numa leitura apressada e superficial uma Missa é cópia da outra. Não é o que acontece; cada uma está localizada num determinado ponto do Ano Litúrgico. Portanto cada uma é portadora de mensagens próprias. Além do mistério pascal celebrado por todas elas, são enriquecidas pela memória própria da festa, própria do tempo.
          O exemplo, embora singelo, pode ilustrar o que afirmamos: é possível comer arroz todos os dias; a variação do tempero deixará a impressão de se estar comendo alimento diferente. O tempero ou o modo diferente de se preparar o arroz dão o toque especial, deixando a impressão de se comer algo completamente novo. Ignorar o momento litúrgico que se vive é empobrecer sobremaneira a riqueza dos mistérios celebrados. O ideal é saber integrar o mistério pascal de cada Missa com a memória própria do tempo, da festa.
          As memórias próprias das festas ou do tempo litúrgico são melhor detectadas e evidenciadas pelas chamadas partes móveis da Missa: orações, leituras, cânticos. São como o tempero que dá o sabor especial à comida.
          Conhecer o Ano Litúrgico é condição fundamental para melhor se penetrar na alma das celebrações.
 
 Os Mistérios do Ano Litúrgico
 
  
          Seria uma gafe verdadeiramente desastrosa, no convívio social, confundir um aniversário ou um casamento com um funeral. Para cada ocasião existe uma celebração e é importante que se saiba qual é o mistério celebrado. E é precisamente o mistério que faz com que uma celebração seja diferente da outra. Então, o conhecimento do mistério celebrado faz com que se assuma este ou aquele rito.
         Se na vida social existem tantos mistérios, o mesmo se dá no Ano Litúrgico. É perfeitamente compreensível que ele comece com o Natal. Com esta solenidade meditamos, para viver, o grande dom do Pai para a humanidade, Cristo vem a nós, para que por meio dele possamos ir ao Pai: Jo 14,6. A celebração deste mistério cria condições para se viver o Natal eterno.
          Sendo uma solenidade tão marcante no Ano Litúrgico, é antecedida pelo Advento, que é o período de preparação. Advento significa chegada. Tudo conclama pela especial vinda do Senhor: cânticos, orações, leituras. Assim a Igreja se prepara igualmente para a vinda definitiva de Cristo. Há uma conotação de penitência, no Advento, pois é como se sentisse ainda a falta de alguém. A cor litúrgica é o roxo.
          Ao lado da ausência daquele pelo qual se clama, há uma certeza: ele vem, ele está cada vez mais próximo, não se espera em vão. Então se faz presente também um clima de alegria. Por isso é comum o uso do paramento rosa no 3º Domingo do Advento, também conhecido como Domingo Gaudete = alegrai-vos. Do início do Advento até o dia 16 de Dezembro, o clima é de preparação remota, enquanto que a partir do dia 17, respira-se a proximidade do Natal com textos e antífonas especiais.
         O Natal é o ponto alto do ciclo natalino que começa com o Advento. Nele se celebra o mistério do "Deus-conosco", o qual será vivido um dia plenamente na separação entre o Pai e a humanidade, levantado pelo pecado: Gên 3, 23-24. É a manifestação da predileção divina para com o povo judaico, e a Epifania mostra que este amor se abre a todos os povos. Outras solenidades como Maternidade de Maria, Sagrada Família, celebradas na ocasião, de maneira alguma rompem o clima amoroso da gruta de Belém.
         A partir do Natal, a cor é festiva: branco.
         Após a Epifania seguem-se uns domingos do Tempo Comum. Quanto ao número destes domingos, como já se falou, depende da maior ou menor proximidade da Páscoa. A cor do Tempo Comum é o verde.
          O que é o Tempo Comum? Antes de se responder, é importante distinguir o mistério Cristo do mistério de Cristo.
          Por mistério Cristo se celebra alguém que se tornou o único em nossa vida: Cristo. No Ano Litúrgico o Senhor é diferentemente celebrado: ora como criança, ora como alguém torturado e morto na cruz, ora como ressuscitado, ora como exaltado junto do Pai. Tudo é feito nas diversas solenidades, nos ciclos dos quais se falou: pascal...
         Todavia, o Ano Litúrgico reflete também o que Jesus fez e ensinou. Por exemplo, o mandamento do amor, o perdão, a preocupação com os sofredores, com os pecadores.
          Então, se o mistério Cristo se celebra Jesus, no mistério de Cristo se celebram os ensinamentos de Jesus, o que fez e como viveu.
         Durante o Tempo Comum não celebramos os mistérios de Cristo. Este período da liturgia é bastante rico e variado, completando as celebrações dos ciclos e dos tempos especiais.
         A Páscoa, como o Natal, é precedida por um período dilatado de preparação: a Quaresma. São cinco semanas que antecedem a Semana Maior (Semana Santa) a partir da Quarta-feira de Cinzas. O espírito deste período é marcadamente penitencial. No passado a Quaresma se reduzia a uns dias de oração, de jejum e abstinência antes da Páscoa. Recordando o prolongado período de recolhimento feito por Jesus (Mt 4,2), a Quaresma passou a ter 40 dias. A cor é o roxo.
        No Brasil se celebra há décadas, nesse período, a Campanha da Fraternidade que tem cantos próprios e adaptados ao tema do ano. É um esforço para se concretizar a conversão a Deus e a abertura aos irmãos. As orações e as leituras quaresmais insistem no tema da redenção onerosa do Filho de Deus.
         Depois do 5º Domingo da Quaresma começa a Semana Santa. O ponto alto é o Tríduo Sacro: Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Páscoa, com grande destaque para a Vigília Pascal.
          Na Quinta´feira Santa (paramentos brancos) se celebram: a Última Ceia, o Lava-pés, a Instituição da Eucaristia. É um dia carregado de sentido e de mistérios.
          Sexta-feira Santa: paramentos vermelhos. Toda a atenção da Igreja se volta para o drama de amor do Filho de Deus que é injustiçado, torturado, assassinado, levado à pior das mortes (cruz), num esforço de ser apresentado como maldito de Deus: Deut 21,22-23.
          No Sábado Santo, os paramento são brancos. Á noite tem início a Vigília Pascal. É reconhecida como a mãe das vigílias. A cada momento cresce o clima de esperança, de alegria e de festa. A celebração é movimentada e carregada de sentido. Lamentavelmente a maioria dos cristãos, incluindo tantos que se consideram engajados e mais esclarecidos, não descobriu a solenidade e a riqueza desta noite das noites, que com suas trevas é capaz de iluminar o mais claro dos dias. Vem a seguir a Missa da Ressurreição ou Missa da Aleluia. Celebra-se não só o triunfo de Jesus, como o da humanidade, em Cristo. Sabe-se que não vivemos em vão.
          Por muitos anos e para aliviar o período rigoroso de jejum, passou-se a celebrar a Vigília Pascal no Sábado Santo pela manhã. Tanto que era conhecido como Sábado de Aleluia. Reformas litúrgicas restituíram o antigo horário noturno, evocando os cristãos que passavam a noite em vigília, rezando, cantando, proclamando a Palavra, iluminados e aquecidos pela fogueira. Até o raiar da aurora, quando celebravam com júbilo a ressurreição do Senhor.
        Atualmente a celebração da Páscoa é antes da meia-noite. É que para os judeus o dia não começa com a zero horas e sim com o surgimento da primeira estrela. Então, ao escurecer do Sábado Santo, para todos os efeitos, começam os primeiros momentos do Domingo.
        Com a Páscoa, maior solenidade cristã, tem início o período pascal. São sete domingos, por sinal, chamados de Páscoa: 2º, 3º Domingo de Páscoa etc. A cor é a branca. O ciclo pascal, que inclui a Quaresma, termina com a solenidade de Pentecostes celebrada com paramentos vermelhos. Ascensão e Pentecostes ocupam os últimos domingos de Páscoa.
         O Tempo Comum, que foi interrompido pelo início da Quaresma, recomeça a partir do Ciclo Pascal. Esta segunda parte termina com a solenidade de Cristo Rei, que é celebrada com paramentos brancos. E como já se falou, com esta festa termina o Ano Litúrgico.
         A ilustração abaixo em forma de círculo do Ano Litúrgico pode dar uma idéia mais completa do que se falou até agora.
         Por brevidade não se fala de outras festas que enriquecem o Ano Litúrgico, como as de Nossa Senhora, São José, etc.
 


Fonte: http://www.igrejaparati.com.br/ano_lit%C3%BArgico.htm

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Tempo Comum


O TEMPO COMUM
José Wilmar Dalla Costa
 


Este período do Ano Litúrgico é denominado de Tempo Comum porque ocorre fora ou entre os dois tempos centrais: Advento-Natal e Quaresma-Páscoa. No Natal celebramos o mistério da Encarnação do Filho de Deus. Na Páscoa celebramos o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

O fato de ser chamado “Tempo Comum” não significa que seja menos importante. Antes mesmo de serem organizadas as festas anuais da Páscoa e do Natal, com seus tempos de preparação e prolongamento, o Tempo Comum foi a primeira realidade celebrativa do Mistério Pascal. Na vivência das primeiras comunidades existia apenas a sucessão dos domingos e semanas ao longo do ano, tendo o domingo como dia maior que reunia os cristãos em torno da Eucaristia. O domingo era o dia, por excelência, para fazer memória da Páscoa do Senhor. Quando, mais tarde, foram organizados os tempos da Páscoa e do Natal, foi para celebrar com mais intensidade, num tempo determinado, os mistérios fundamentais da fé cristã.

Tanto para as primeiras comunidades como para nós, hoje, o domingo é nossa Páscoa semanal. No primeiro dia da semana ou no oitavo dia, nos reunimos, em assembleia litúrgica, para celebrar a Páscoa do Senhor. O Tempo Comum está dividido em duas partes. A primeira parte começa no dia seguinte à festa do Batismo de Jesus e vai até a terça-feira antes da Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma. A segunda parte do Tempo Comum recomeça na segunda-feira depois de Pentecostes e se estende até o sábado que antecede o primeiro domingo do Advento, quando tem início um novo Ano Litúrgico.

O Tempo Comum ocupa a maior parte do Ano Litúrgico. É formado por 33 ou 34 semanas, distribuídas entre dois tempos especiais: o Natal e a Páscoa. O Primeiro Domingo do Tempo Comum é ocupado pela festa do Batismo de Jesus e, às vezes, pela solenidade da Epifania e, por isso, a festa do Batismo é celebrada na segunda-feira. O 34º Domingo do Tempo Comum é substituído pela solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.

Os primeiros domingos do Tempo Comum têm uma ligação maior com a festa da Epifania. Convida-nos a adorar o Senhor que se manifesta anunciando a sua missão e chamando os primeiros discípulos. Em seguida, nos demais domingos, ao acompanhar cada Evangelho, recordamos as palavras e ações que marcaram a missão de Jesus. Os últimos domingos acentuam a dimensão escatológica do Reino, ou seja, o fim dos tempos, alimentando nossa esperança na vinda gloriosa do Senhor.

No Tempo Comum celebramos o Mistério de Cristo em sua totalidade, ou seja, encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão. Não celebramos um aspecto do Mistério de Cristo como, por exemplo, a encarnação, mas todo o Mistério de Cristo ou o conjunto da História da Salvação. A totalidade do Mistério de Cristo é celebrado em cada Domingo, Dia do Senhor.

Em alguns domingos, a recordação (memória) da missão de Jesus cede espaço para a celebração de algum mistério da vida do Senhor, de Maria e dos Santos, como: Santíssima Trindade, São Pedro e São Paulo, Assunção de Maria, Todos os Santos. E também quando coincidem com o domingo: a festa da Apresentação do Senhor, Transfiguração do Senhor, Natividade de João Batista, Exaltação da Santa Cruz, Nossa Senhora Aparecida, Comemoração de todos os fiéis defuntos.

O que caracteriza cada Domingo do Tempo Comum é o Evangelho do dia. O mistério de Jesus vai sendo revelado e nós vamos sendo convidados a aderir mais profundamente à sua pessoa e à sua causa que é o Reino de Deus. Os evangelhos estão organizados dentro de um ciclo de 3 anos, chamados de ano A, B e C, ou seja, Mateus: Ano A; Marcos: Ano B e Lucas: Ano C.

No 2º Domingo do Tempo Comum o texto do Evangelho proclamado é do início do Evangelho segundo João. Assim: Ano A: Jo 1,29-34; Ano B: Jo 1,35-42; Ano C: Jo 2,1-11. Também, no Ano B, do 17º ao 21º Domingo, os textos do Evangelho são tirados do capítulo 6 de João.

Em razão do calendário litúrgico não ser fixo, as solenidades do Tempo Comum que ocorrem depois do Tempo Pascal têm por referência a solenidade de Pentecostes. Assim: Solenidade da Santíssima Trindade, no 1º Domingo depois de Pentecostes; Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, na quinta-feira depois da solenidade da Santíssima Trindade; Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, na sexta-feira após o 2º Domingo depois de Pentecostes; Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, no último Domingo do Tempo Comum (em fins de novembro).

No Tempo Comum, a cor litúrgica é o verde. Simboliza a esperança, a paz, a serenidade. A cor verde nos diz que é tempo de crescimento, de amadurecimento no seguimento de Jesus Cristo. É tempo de produzir abundantes frutos.

A ESPIRITUALIDADE DO TEMPO COMUM

O “comum” se distingue do extraordinário, do festivo. No Ano Litúrgico, como em nossa vida, existem tempos fortes de festa e tempos comuns. O que fazer para que o Tempo Comum não se transforme em tempo de rotina?

a) Alimentar nossa vida na fonte dos tempos fortes do Natal e da Páscoa.

O Cristo que nasceu, se manifestou, morreu e ressuscitou quer nascer, crescer e produzir muitos frutos em nossa vida. O Mistério de Cristo, celebrado em cada Domingo, impulsiona o nosso crescimento e amadurecimento na vida espiritual ou vivência cristã. Nessa caminhada, contamos com a luz do Espírito Santo que vai gerando em nós uma vida conforme o Evangelho do Senhor.

b) Valorizar o Tempo Comum como tempo comum.

Isso significa encontrar o extraordinário no comum. Como no Ano Litúrgico, em nossa vida nem sempre temos grandes acontecimentos. Importa aproveitarmos as menores coisas para aí percebermos as coisas grandes, as realidades permanentes e eternas. O Tempo Comum, na experiência semanal da Páscoa pela celebração do Domingo, nos proporciona mais tempo para refletir sobre as coisas comuns da vida cotidiana. Assim, vamos descobrir que as pequenas coisas se tornam grandes, quando feitas com amor. E tudo se transforma em dom precioso de Deus: o raiar de um novo dia, o trabalho, o encontro com as pessoas, o desabrochar de uma flor, a refeição, o lazer...

c) Viver o dia-a-dia como tempo de graça e salvação.

O Tempo Comum nos reconcilia com as coisas normais e nos ajuda a descobrir o dia-a-dia como tempo de graça e salvação. É no cotidiano da vida que damos prova de nossa fidelidade ao Evangelho do Senhor. Não é preciso fazer coisas grandiosas, mas “basta fazer bem o bem”.

d) Aprofundar o discipulado.

Com a proclamação do Evangelho, em cada Domingo, vamos aprendendo, com o próprio Senhor, o que significa e implica ser discípulos. No Evangelho proclamado, está a espiritualidade a ser vivida em cada semana. Portanto, é tempo de escutar o “Filho amado”, de acolher, de conhecer e de seguir o Senhor Jesus.

e) Ouvir o chamado à santidade.

No Tempo Comum são lembrados e festejados muitos santos e santas. Eles nos estimulam a também sermos santos, nossa grande vocação. São Paulo nos apresenta o caminho: “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, digno de respeito ou justo, puro, amável ou honroso, com tudo o que é virtude ou louvável. Praticai o que de mim aprendestes e recebestes e ouvistes, ou em mim observastes. E o Deus da paz estará convosco” (Fl 4,8-9).

 

 

Tempo Comum


O tempo comum e seu significado
Padre Wagner Augusto Portugal

O Tempo Comum ocupa a maior parte do ano litúrgico. O fato de ser denominado “Tempo Comum” não significa que seja menos importante. Antes mesmo de se organizarem as festas anuais (Natal e Páscoa), com seus tempos de preparação e prolongamento, o Tempo Comum foi a primeira realidade na vivência do Mistério Pascal. 

 Na experiência das primeiras comunidades existia apenas a sucessão de domingos e semanas, ao longo do ano, tendo o domingo como dia maior, que congregava os irmãos e irmãs em torno da Palavra e da Ceia. Quando, mais tarde, foram organizados o ciclo da Páscoa e o do Natal, foi para celebrar com mais intensidade, num tempo determinado, o que já fazia parte do cotidiano das comunidades.

 O Tempo Comum nos reconcilia com o normal e nos ajuda a descobrir o dia-a-dia como tempo de salvação, segundo a promessa do ressuscitado: ”Estarei com vocês todos os dias”. O Senhor se revela a nós nos acontecimentos do dia-a-dia, em nossas vivências e cansaços, na convivência, no trabalho... No interior de cada dia, damos prova de nossa fidelidade. É o esforço de buscar, no cotidiano da vida, o mistério do Senhor acontecendo entre experiências de morte e ressurreição.

 No Tempo Comum, celebramos. Portanto, o mistério de Cristo em sua totalidade (Encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão) e não um ou outro aspecto do mistério. É o que o distingue dos demais tempos. A tônica recai sobre o evangelho de cada domingo. Aí temos a espiritualidade a ser vivida durante a semana. A vida cotidiana é lida à luz do mistério do Senhor. Nesse longo período do ano litúrgico, devemos prestar especial atenção ao lecionário, tanto dominical como semanal.

 É a tarefa cotidiana de trazer a Páscoa para nossa vida. A partir da vida do Senhor, aprendemos dele o que significa e implica ser discípulo. Em companhia dos discípulos que deixaram tudo para seguir o Mestre, junto com todo o povo de Deus, esse povo que coloca em Jesus suas esperanças, acompanhamos o Mestre na sua caminhada missionária. Em cada um dos acontecimentos que ocorrem no caminho, Deus vai revelando o mistério de Jesus e nós vamos sendo convidados a aderir mais profundamente e com mais amor, a sua pessoa e a sua causa.

 Nos acontecimentos cotidianos da vida e da caminhada de Jesus, vamos percebendo o mistério maior que está presente também em nossa vida, tanto nos acontecimentos extraordinários como também naqueles que nos parecem banais e rotineiros. Em todos eles, é Deus que está presente, é Deus que nos chama, nos fala, nos toca, nos convida ao seguimento de Jesus, nos envia como testemunhas das realidades em que vivemos Cada domingo é, assim. Uma visita de Deus para nos renovar, para libertar o seu povo, para nos unir mais a Ele e entre nós. Como sempre, Ele tudo pode, mas preferiu contar com a nossa participação.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Retiro Quaresmal.2016



Divulgação & orientações

Companheir@s de missão, muita PAZ!

Feliz e Abençoado Ano Novo para todos e todas!!!

Quaresma é tempo de preparação para a Páscoa. Seu itinerário fundamental, para todo cristão, é o da conversão do coração e da solidariedade para com o próximo. A oração é o melhor meio para orientar cada um de nós a viver sua vocação fundamental à santidade.

O que se busca no Retiro Quaresmal ?

Busca-se fazer uma experiência da presença amorosa de Deus na vida cotidiana, experimentar como toda ela está habitada, envolvida e dinamizada pelo amor de Deus. Dessa experiência deverá brotar em nós, como resposta ao amor de Deus, o desejo e a prática de um relacionamento pessoal e amoroso com Ele em todos os momentos e situações de nossa vida.

As pessoas que, nesta experiência, respondem com empenho e fidelidade à graça de Deus, tem obtido como fruto um notável crescimento em sua vida de fé, de oração, na convivência familiar e comunitária, no trabalho pastoral-evangelizador e no desejo de aprofundar sempre mais sua intimidade com Deus.

Temos também a Campanha da Fraternidade que é realizada anualmente pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos no Brasil) durante o tempo da quaresma, neste ano com o TEMA: “Casa comum, nossa responsabilidade” LEMA: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. AMÓS 5,24, buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

Faça uma boa divulgação da proposta em sua paróquia... Também avisando nas missas, encontros e reuniões das comunidades, fazendo o convite a jovens e adultos (crianças talvez não), mas o bom mesmo é o convite boca-a-boca, você conhece seu povo, sabe de suas lideranças, e o quanto uma experiência assim é importante!

Quem se interessar seria bom fazer a inscrição na secretaria de sua paróquia  (nome, pastoral/comunidade, fone e e-mail) para terem uma ideia da quantidade de folhetos a fotocopiar. Deixe bem claro para as pessoas estas exigências básicas:

Elementos básicos para cada pessoa fazer este Retiro Quaresmal são:

1. Dedicar trinta (30) minutos à oração pessoal diária; rever esta oração durante alguns minutos (ver revisão da oração);

2. Participar de um encontro semanal para partilha da oração, orientações e entrega do material da próxima semana;

- Ver a possibilidade do uso do data-show para abordar algum tema ligado ao tempo quaresmal, a letra dos cantos, etc.

- Ver um grupo pequeno de tocadores/cantores para ajudar no encontro. A música sempre ajuda muito na animação e mística das reuniões;

- Caso o número de participantes seja grande, seria bom contar com a ajuda de algumas pessoas “mais experientes na vida espiritual” (lideranças?) para acompanhar os pequenos grupos de partilha a partir do 2º encontro?

Sugestão para o encontro semanal de partilha:

- Ambientação: preparar o lugar com símbolos mais ligados ao tempo quaresmal (tecidos, velas, símbolos que sugerem cada semana da quaresma);

- Iniciar sempre com acolhida e cantos, refrões meditativos para criar um clima mais orante;

- Oração inicial (elementos do ODC);

- Partilha da oração da semana (em pequenos grupos caso tenham muita pessoas);

- Pequena colocação a partir do tema da semana da quaresma (ou/e orientações metodológicas) e distribuição do próximo material;

- Oração final e despedida;

Que tal formarmos uma pequena Equipe para acompanhar este Retiro Quaresmal na Paróquia? Seria bom? Seria possível?

Em algumas paróquias nós, da Equipe do SIES-Manaus podemos acompanhar e ajudar nesta proposta, mas mesmo sem nossa presença e ajuda a sua paróquia pode usar o material e organizar o RQ/2016 com suas comunidades, ok!

Continuem com Deus!
Grande abraço,

Pe. Luís Renato,SJ
SIES - Serviço Inaciano de Espiritualidade
Jesuítas /Manaus-AM
 
Maiores informações pelos Tels.:
Ivonne:  (92) 8168-8607; 3673-7494.